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Olho vivo nas volta às aulas

Sociedade Brasileira de Oftalmologia - 19/01/2009

As aulas vão recomeçar e nada mais importante do que checar, antes do retorno às salas de aula, se vai tudo bem com a visão das crianças. O IBGE calcula que 16,5 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de deficiência visual, sendo que deste total, 20 a 30% são crianças.
O oftalmologista Samuel Cukierman alerta para uma necessidade de prevenção ainda mais antecipada. Segundo ele, a idade ideal para fazer o primeiro exame nos pequenos é ao nascer, sendo realizado pelo pediatra. Trata-se de pesquisar o reflexo vermelho, através do aparelho chamado oftalmoscópio, para poder diagnosticar cataratas congênitas - que atingem 1.5% da população ou tumores malignos (retinoblastoma) - comuns a 1% da população e que devem ser tratados com urgência. “Hoje em dia, em vários estados brasileiros, é obrigatório fazer o "teste do olhinho". Porém no Rio, o projeto ainda se encontra na Câmara para ser aprovado”, acrescenta o médico.
Mas não pára por aí. O segundo exame deve ser realizado quando a criança atingir um ano de idade, caso haja algum sintoma como lacrimejamento, vermelhidão ou estrabismo (vesguice). Já o terceiro, aos três anos, quando a criança começa a freqüentar o maternal (pré-escola). Os exames subseqüentes, segundo o doutor, seriam realizados conforme o aparecimento de sintomas.

Se seu filho já está na escola...
Muitas escolas particulares exigem exames oftalmológicos e auditivos para efetivarem a matrícula. O Dr. Samuel Cukierman tem convicção de que a conduta deveria ser a mesma em todas as escolas, inclusive as públicas, evitando problemas futuros.
Mas ele emenda que, ainda assim, é dever dos professores encaminhar para exame ocular e auditivo todo aluno que apresentar dificuldade no aprendizado, queixar-se de dor de cabeça, mostrar falta de interesse na aula, trocar letras, pular linhas ou tiver dificuldade de memorização. “Sem dúvida nenhuma o encaminhamento ajudaria muito este grupo de crianças, evitando que no futuro tivessem que freqüentar consultórios de neurologistas, logopedistas, etc.”, conclui.

Os pais devem ficar também atentos
Até o início da alfabetização de Cecília, seus responsáveis não haviam notado qualquer problema em sua visão. Segundo seu pai, Alexandre Pedro de Barros, os insistentes chamados da escola por dores de cabeça da filha e a dificuldade de leitura, apesar de todo o desprendimento verbal da menina, deram o alerta.
O exame minucioso detectou uma hipermetropia e agora, de óculos, Cecília já demonstra estar realmente preparada para o terceiro ano do ensino fundamental. A professora Renata Reiff verificou a melhora imediata do desempenho da aluna.

Os problemas comuns
As anomalias de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia) são compensadas com correção óptica através de óculos, lentes de contato ou até cirurgias. Já a catarata acontece quando o cristalino (lente natural do olho) fica opaco. Esta perda da transparência vai dificultando a chegada da luz à retina e a visão vai diminuindo. O tratamento é cirúrgico. E finalmente o estrabismo, conhecido como desvio manifesto, tropia ou "vesguice".
O sol em excesso também pode ser danoso à visão. O verão é a época do ano em que os olhos são expostos aos maiores riscos de agressões ambientais. A falta de proteção pode levar à catarata, desconforto, ofuscamento, fotofobia, dificuldade na visão noturna, queimadura na pele das pálpebras, degeneração macular, conjuntivite e ceratite.
Assim como protegemos a pele, os olhos também devem receber filtros - no caso, incorporados aos óculos, lentes de contato e lentes intra-oculares. É preciso muito cuidado na hora de adquirir os óculos, evitando produtos de procedência duvidosa e que podem causar ainda mais males ao seus olhos. Você pode obter orientação antes de comprar seus óculos de sol acessando o site do Inmetro que já analisou a qualidade de algumas marcas: www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/oculos2.asp.

Mais informações no site da Sociedade Brasileira de Oftalmologia - www.sboportal.org.br.

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