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Medo, perdas, chuvas de verão

- 19/01/2009

Com a chegada do verão nem tudo é alegria. A praia, o sol, a esticada no barzinho e o bom bate-papo dividem espaço com a tristeza de gente que enfrenta a toda estação o problema das enchentes, da falta de estrutura, da irresponsabilidade de cidadãos e autoridades e perdas, muitas vezes irreparáveis.
Segundo o diretor-geral da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, os municípios da Região Serrana e da Baixada Fluminense continuam sendo os mais vulneráveis às chuvas de verão. O Coronel Souza Filho alerta que a população pode e deve fazer sua parte para evitar acidentes graves, até mesmo de forma preventiva. "Não jogando lixo e entulho nos rios, só colocando lixo na rua em dia de coleta e mantendo as vias limpas", completa.
O Coronel recomenda que, quando se está num local reconhecidamente de risco, sob a menor ameaça de chuva deve-se verificar o entorno da casa, se há rachaduras na construção e, se houver alguma dúvida, acionar a Defesa Civil, solicitando uma vistoria técnica. E que em caso de ameaça deve-se entrar em contato com o 199.

Os alertas da Prefeitura

A Prefeitura do Rio divulga “boletins de alerta” ao ser informada pela meteorologia sobre possíveis chuvas fortes na cidade. As dicas abaixo são úteis para qualquer pessoa que esteja na área que pode ser afetada pelas chuvas.
1. As pessoas que estiverem em locais seguros devem permanecer até o cancelamento do alerta.
2. Quem mora em áreas de encostas deve ficar atento para indícios de deslizamentos e se deslocar imediatamente para locais seguros.
3. As vias urbanas que atravessam os maciços montanhosos da cidade e as áreas inundáveis devem ser evitadas.
4. O site da Prefeitura, na seção Alerta Rio, disponibiliza as informações coletadas pelas 33 estações pluviométricas existentes na cidade. Na mesma seção, também é possível saber, em tempo real, a possibilidade de ocorrerem deslizamentos em cada área do município.

Recomendações aos motoristas

Segundo a Revista Automania, a primeira obrigação de qualquer motorista é não sair de casa se a chuva estiver muito forte. Quem já estiver na rua quando a chuva vier e o nível da água superar a metade da roda, deve procurar um lugar alto e protegido para deixar o carro até que a situação melhore.
Se for necessário atravessar uma área alagada, a regra é a seguinte: olho nos carros que vão à sua frente – o limite recomendável é o meio das rodas do veículo. Caso a água esteja acima desse nível, é melhor não tentar. Mas se resolveu ir em frente, é fundamental ter certeza de que não vai encontrar outro veículo enguiçado bloqueando a sua passagem. Engate a primeira marcha e vá bem devagar, mantendo constante o giro do motor.
Agora, se não foi possível escapar da água, desligue o motor o quanto antes, caso este ainda não tenha "morrido", para amenizar os danos. Para minimizar as perdas é possível entrar com uma ação contra o poder público provando que a inundação foi causada pela má conservação de ruas e bueiros.
O primeiro passo para reclamar seus direitos é reunir todas as provas que forem possíveis. Valem fotos, laudos técnicos e depoimentos de testemunhas. Depois é preciso obter também orçamento de pelo menos duas oficinas especializadas e buscar um advogado ou a Defensoria Pública.

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