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Doar é vida

Hemorio e AVH - 19/01/2009

Doar é um dos verbos que melhor se identifica com o sentimento amor. Quem doa, seja lá o que for, se entrega. Divide sua atenção, seu conforto, seu carinho, seu sangue, uma parte do próprio corpo. Ama o próximo como a si mesmo.
Em várias épocas do ano, principalmente período de férias e Carnaval, falta sangue nos bancos de todo o país. Para incentivar a prática desta boa ação entrevistamos Neusimar Carvalho – Chefe do Setor de Promoção à Doação de Sangue do Hemorio.

Em quanto aumenta a necessidade de doação de sangue no verão e nas férias?

Isso depende muito. Geralmente as doações de sangue caem mais durante as férias escolares, verão, feriados prolongados e inverno. E é justamente nestas épocas que necessitamos de mais doadores devido ao maior número de acidentes. No Carnaval, por exemplo, a demanda por sangue chega a aumentar 30% e o número de doações muitas vezes cai 70%.

No dia-a-dia há déficit de doadores?

Para que pudéssemos atender toda a rede seria necessário que aumentássemos em cerca de 30% o número de comparecimentos no nosso salão de doadores.

O quê você acha que afasta os doadores?

Os brasileiros não têm o hábito de doar sangue regularmente. Há cerca de 3,5 milhões de doadores de sangue no Brasil, o que corresponde a 1,9% da população. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, seria necessário que 3% da população adotassem a prática da doação regular. O problema é educacional.

As pessoas ainda têm medo de adquirir doenças doando sangue ou da agulha?

Muitos acham que ao doarem uma vez serão obrigados a doar sempre, ou que a doação afina o sangue, ou ainda que possam adquirir alguma doença. Tudo isso é mito. A doação é segura e realizada com material totalmente descartável. Mas o medo da agulha é ainda a principal barreira que impede o crescimento de doações de sangue.

Quem mais se beneficia com o sangue doado?

Pacientes politraumatizados, vítimas de acidentes, pacientes que necessitam de cirurgia e doentes em tratamento oncohematológico (leucemias, mielomas). Todo o sangue doado é processado e depois separado em componentes que são utilizados em diversas indicações: do sangue total são retirados o plasma, as hemácias e as plaquetas. E do plasma excedente ainda são produzidos remédios como fatores de coagulação para o tratamento da hemofilia.

Quais são as orientações básicas?

A doação de sangue não possui nenhuma contra-indicação para quem tem boa saúde. É importante lembrar que para ser um doador é necessário ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos, estar em boas condições de saúde e não ter sido exposto à nenhuma situação de risco acrescida de doenças sexualmente transmissíveis. Os homens podem doar a cada três meses e as mulheres a cada quatro meses. O doador não precisa estar em jejum, somente deve evitar a ingestão de alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e não deve ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores.

Há como agendar a doação?

As doações podem ser agendadas através do Disque-Sangue (0800 282 0708), que também informa o endereço dos outros 26 postos de coleta distribuídos pelo Rio de Janeiro, além de esclarecer dúvidas sobre a doação.

Quais são os contatos do Hemorio?

O HEMORIO fica na Rua Frei Caneca, 8 – Centro, próximo ao Campo de Santana e do Hospital Souza Aguiar. Funciona todos os dias (inclusive sábados, domingos e feriados), das 7 às 18 horas.

Seja doador voluntário. A satisfação de salvar vidas é a maior recompensa. E para saber mais visite os sites do Hemorio (www.hemorio.rj.gov.br) e da Associação de Voluntários do Hemorio – AVH (www.hemorio.org.br ).

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